EUA inclui empresas militares e do setor do níquel de Cuba à sua lista de sanções
Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (17), sanções contra empresas cubanas que exploram jazidas de níquel, companhias militares dedicadas à pesquisa de armamentos e três altos oficiais do Exército, como parte de sua campanha para sufocar economicamente a ilha comunista.
As sanções atingem quatro empresas que produzem simuladores, componentes eletrônicos e programas de desenvolvimento em geral para as Forças Armadas cubanas, assim como três oficiais envolvidos nessas atividades.
Também foram sancionadas as empresas Serconi, Ceproniquel, Cediniq e Pinares, todas vinculadas à extração e à utilização do níquel.
Esse setor "constitui uma fonte de receita fundamental para o governo cubano, ao gerar divisas mediante a exploração de seus recursos naturais, o que sustenta o regime em vez de beneficiar o povo cubano", explicou o Departamento de Estado americano.
O governo Trump "não ficará de braços cruzados diante do enriquecimento da elite de Cuba mediante a extração de recursos", afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio, em um comunicado.
As sanções implicam a proibição total de acesso ao sistema financeiro americano, assim como a empresas ou cidadãos do país.
Trump declarou em 29 de janeiro uma nova "emergência nacional" em relação a Cuba, que considera uma ameaça à segurança dos Estados Unidos, apesar de a ilha atravessar uma grave crise econômica.
No mês seguinte, os Estados Unidos impuseram um bloqueio petrolífero e deram início a uma longa série de medidas de pressão econômica.
Praticamente todo o governo cubano está sob sanções, assim como todos os principais setores oficiais ou empresariais, dos serviços de inteligência ao turismo.
O líder histórico ainda vivo da Revolução de 1959, Raúl Castro, de 95 anos, foi formalmente indiciado pela Justiça dos Estados Unidos pela morte de quatro americanos na derrubada de dois aviões de um grupo em 1996. Raúl Castro era ministro da Defesa na época.
Familiares de Raúl Castro também foram sancionados.
E.Becker--BlnAP