Agência de proteção ao consumidor dos EUA investiga gigantes da IA
A agência americana de proteção ao consumidor abriu uma investigação sobre os grandes atores da inteligência artificial (IA), incluindo OpenAI e Anthropic, para determinar os riscos que seus modelos representam para os consumidores, informaram vários veículos de imprensa nesta quarta-feira (30).
A Comissão Federal de Comércio (FTC) busca estabelecer se os "laboratórios", como eles próprios se denominam, violaram leis federais durante incidentes em que alguns de seus agentes de IA navegaram espontaneamente pela internet e invadiram sites e plataformas.
Tanto a FTC quanto a OpenAI, a Anthropic e o Google não responderam de imediato aos pedidos de comentários feitos pela AFP.
Na terça-feira, em uma reunião com dirigentes do setor, o presidente Donald Trump lembrou que o Departamento de Justiça e as agências competentes se certificariam de que a IA, como produto, estivesse em conformidade com a lei.
Em 2023, a FTC já havia iniciado uma investigação sobre a OpenAI, a fim de verificar se o ChatGPT poderia ter causado prejuízos para alguns consumidores, em particular ao gerar informações falsas sobre determinadas pessoas. A investigação não teve continuidade.
Desde o início do verão no hemisfério norte, OpenAI, Anthropic, Google e Meta revelaram uma série de incidentes em que modelos de linguagem em fase de testes acessaram a internet e dados privados em diversas plataformas, sem autorização.
Até o momento, nenhum operador dos sites afetados recorreu à Justiça, incluindo a Hugging Face, vítima da invasão mais significativa por modelos fora de controle.
Na terça-feira, porém, uma organização de assessores jurídicos voltada à segurança das novas tecnologias, chamada LASST, iniciou um processo contra a OpenAI em um tribunal de San Francisco por violar a lei do estado da Califórnia.
Embora a LASST não tenha sido alvo de modelos de IA, a organização afirma ter interesse em agir contra os supostos grandes riscos que essa tecnologia apresenta.
Y.Eilers--BlnAP