Alonso critica era híbrida e lamenta "década perdida" na Fórmula 1
O espanhol Fernando Alonso se juntou nesta quinta-feira (21) ao coro de críticas contra a atual era híbrida da Fórmula 1, afirmando que o esporte perdeu "quase uma década" de "pilotagem pura" desde a introdução das unidades de potência turbo-híbridas em 2014.
Duas vezes campeão mundial, o piloto da Aston Martin questionou especificamente a necessidade de gerenciar constantemente a energia dos carros, uma situação que, segundo vários pilotos, compromete a natureza competitiva das corridas.
"O DNA dessas unidades de potência permanecerá sempre o mesmo", declarou ele ao ser questionado sobre a possibilidade de alterar a distribuição de potência entre o motor de combustão interna e o sistema elétrico.
"E isso sempre recompensará a redução de velocidade nas curvas", acrescentou.
O piloto falou sobre as estratégias de economia de energia que obrigam os competidores a diminuir a velocidade em trechos específicos do circuito a fim de otimizar o desempenho do carro.
Ele atribuiu a culpa à Fórmula 1 por ter apostado na eletrificação a partir de 2014, em alinhamento com a transformação tecnológica da indústria automotiva.
"Correr é uma questão totalmente diferente", sustentou. "Infelizmente, atravessamos esse período desde 2014, com a era turbo, e agora ainda mais intensamente, no qual perdemos quase uma década, ou talvez até mais tempo, de pilotagem pura".
Nesta temporada, vários pilotos criticaram as práticas de gestão de energia, como o 'super-clipping' ou a ação de tirar o pé do acelerador mais cedo antes das curvas.
Segundo Alonso, essas dinâmicas resultaram em manobras de ultrapassagem e corridas "artificiais" durante a atual temporada da Fórmula 1, que segue para Montreal neste fim de semana para o Grande Prêmio do Canadá.
P.Schubert--BlnAP