"Muitos adorariam estar no nosso lugar", diz técnico do Haiti antes de enfrentar o Brasil
O técnico do Haiti, Sébastien Migné, espera que sua equipe deixe o povo haitiano orgulhoso na partida desta sexta-feira (19) contra o Brasil, um jogo de Copa do Mundo que "muitos adorariam" disputar.
Em sua primeira participação na Copa do Mundo em 52 anos, a seleção caribenha teve uma atuação respeitável contra a Escócia, em que perdeu por 1 a 0, e agora buscará fazer frente aos pentacampeões mundiais, que tentam recuperar sua imagem após uma estreia pouco convincente diante do Marrocos (1 a 1).
"Espero que possamos deixar os haitianos orgulhosos de sua seleção. Acho que passamos uma boa imagem [contra a Escócia]. Infelizmente, isso não veio acompanhado de um resultado positivo", disse Migné nesta quinta-feira (18), em entrevista coletiva na Filadélfia, palco da partida de sexta-feira.
"Mas acredito que mostramos que nossa participação nesta Copa do Mundo não é obra do acaso, e que a atuação de amanhã será ainda melhor para que possamos mostrar do que somos capazes", acrescentou.
O técnico francês, de 53 anos, afirmou que uma das mensagens que transmitirá aos seus defensores é que, contra a seleção canarinho, "eles terão de correr mais do que correram no jogo" contra os escoceses.
"Podemos prever que, mesmo após esta partida, não chegaremos ao terceiro jogo (contra o Marrocos) com as esperanças ainda vivas. Portanto, o objetivo é deixar uma boa imagem da nossa equipe e mostrar que merecíamos a classificação", acrescentou ele.
O Haiti está em último no Grupo C, ainda sem pontos.
Uma derrota deixaria a equipe sem qualquer chance de garantir uma das duas vagas diretas para os 16-avos de final.
Migné considerou um privilégio enfrentar jogadores do calibre de Vinícius Jr. e viu a ausência de Neymar, afastado devido a uma lesão na panturrilha direita, como um "sinal positivo".
"É extraordinário e, mais uma vez, temos muita sorte. Muitos gostariam de estar no nosso lugar", afirmou.
"Quando se começa nesta profissão, seja como jogador ou treinador, é para vivenciar este tipo de emoção intensa.
Como haitiano, muitas vezes enfrentamos momentos mais difíceis do que fáceis, e agora o futebol está nos dando a oportunidade de vivenciar momentos marcantes e grandes emoções".
F.A.Wagner--BlnAP