Rússia insta diplomatas e estrangeiros a deixar Kiev e anuncia ataques maciços
A Rússia instou, neste sábado (3), diplomatas e cidadãos estrangeiros a deixar Kiev e advertiu que a capital ucraniana será alvo de novos ataques aéreos "maciços" horas depois de um bombardeio atingir uma importante ponte da cidade.
Ataques russos atingiram, neste sábado, a Ponte Norte de Kiev, dois dias depois do bombardeio contra outro viaduto crucial no sul da capital ucraniana, anunciou o prefeito Vitali Klitschko.
O Ministério das Relações Exteriores russo conclamou, em um comunicado, os "cidadãos estrangeiros e diplomatas presentes em Kiev a deixar a cidade". E acrescentou que suas forças continuarão a realizar "ataques maciços de represália" contra "alvos militares em Kiev e outras cidades ucranianas".
"A responsabilidade por possíveis consequências negativas recairá inteiramente sobre aqueles que ignorarem este alerta", acrescentou a Chancelaria russa.
A Rússia fez um apelo semelhante em maio, mas as Chancelarias ocidentais não retiraram seu pessoal. Nas últimas semanas, a capital ucraniana tem sido alvo de salvas quase diárias de drones, incluindo modelos a jato mais difíceis de interceptar, enquanto a Ucrânia enfrenta uma escassez de sistemas de defesa antiaérea.
O prefeito de Kiev anunciou no Telegram que a Ponte Norte, uma das oito estruturas que cruzam o rio Dnipro, foi atingida por bombardeios russos na manhã deste sábado. Momentos antes, as autoridades haviam acionado um alerta de drones na cidade.
Esta é a segunda grande ponte de Kiev bombardeada nos últimos dias. Na quinta e na sexta-feira, a Ponte Sul havia sido atingida por aeronaves não tripuladas russas, provocando seu fechamento ao tráfego e enormes engarrafamentos.
Estes são os primeiros ataques significativos contra viadutos estratégicos de Kiev desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.
A Ucrânia temia esse tipo de agressão, razão pela qual a Prefeitura de Kiev limitou, na sexta-feira, o tráfego em outras duas pontes importantes, a Paton e a Metro, embora não tenham sido registrados bombardeios nesses locais.
Jornalistas da AFP constataram restrições temporárias em uma quarta ponte, a Darnitski.
J.P.Hoffmann--BlnAP