Meloni supera teste crucial na Itália ao aprovar reforma eleitoral
O Parlamento italiano aprovou, nesta quinta-feira (8), uma reforma eleitoral que, segundo os partidos de oposição, foi concebida para aumentar as probabilidades de reeleição do atual governo no próximo ano.
A reforma instaura um sistema proporcional que garantirá uma maioria parlamentar a qualquer aliança que ultrapasse 42%. Isso se traduzirá em cerca de 70 cadeiras na Câmara dos Deputados e 35 no Senado.
Os partidos de oposição já prometeram contestar a nova lei eleitoral nos tribunais. Giuseppe Conte, ex-primeiro-ministro e líder do partido de oposição Movimento 5 Estrelas, disse à AFP que essa nova lei é "uma confusão, um plano rebuscado, concebido unicamente para encontrar uma fórmula que permita obter vantagem nas próximas eleições, no outono de 2027".
Alcançar os 42% de votos exigidos por essa nova reforma será difícil tanto para a esquerda quanto para a direita.
O partido de Meloni, Irmãos da Itália, está perdendo eleitores para o partido de Roberto Vannaci, Futuro Nacional, e rejeita uma aliança com este. A centro-esquerda está atualmente dividida sobre vários pontos-chave, inclusive quanto à escolha do candidato a chefe de Governo.
Meloni, que lidera o governo mais duradouro da história da Itália no pós-guerra, afirma que a reforma trará maior estabilidade política.
Entre as mudanças previstas, os partidos e coalizões terão de apresentar um programa de governo, assim como um candidato a primeiro-ministro antes das eleições.
Segundo uma recente pesquisa da Ipsos Doxa, a coalizão de centro-esquerda poderia ultrapassar o patamar de 42%, desde que consiga superar suas divisões internas e convencer dois pequenos partidos radicais a unir forças.
O mandato de Meloni termina oficialmente em outubro de 2027, mas ela poderia optar por antecipar as eleições para abril ou maio.
A.Freund--BlnAP